............................................................................................................................ Em Sopro do Coração (2002-2005) a pintura é um conteúdo citado: citação dos cartazes cinematográficos pintados que anunciavam nas fachadas dos cinemas o filme em exibição. O uso da pintura justificava-se, nestes casos, como substituto da impressão, por se tratarem de poucos exemplares, de escala considerável, o que tornava a impressão economicamente inviável. Há um código particular associado a estas 'pinturas-reclame' que me fascinava, e que é relativamente impermeável a imposições autorais e especificidades geográficas ou contextuais. É um sistema que não se inventa, apenas se habita. Ele é, em parte, determinado pelo fotograma mais emblemático da narrativa, pela necessidade de persuasão através da escala, e pela ausência de qualquer pretensão estética ou função que não a reprodução da imagem. ............................................................................................................................ Sopro do Coração (projecto para pintura instalada), 2005. ............................................................................................................................
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